Imóveis que avançam na negociação e outros que emperram no mercado com Alex Nabuco Dos Santos.

Entenda por que alguns imóveis avançam com facilidade enquanto outros emperram na negociação

Vitor Rocha
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Alex Nabuco dos Santos percebe que existem imóveis que exigem esforço contínuo para serem aceitos e outros que apenas pedem validação final. Essa diferença, embora sutil, tornou-se decisiva no mercado imobiliário de 2026. Em um ambiente mais seletivo, o comprador não rejeita propostas de imediato, mas distingue rapidamente aquilo que precisa ser explicado daquilo que apenas precisa ser confirmado. O primeiro grupo consome tempo, energia e negociação. O segundo avança com menos resistência, mesmo quando o mercado está mais cauteloso.

Essa distinção ganhou força à medida que o mercado passou a operar com menos tolerância a fricções decisórias. Quando a decisão deixa de ser empurrada por euforia, crédito abundante ou expectativa generalizada de valorização, a clareza do ativo assume papel central. O imóvel que pede confirmação se encaixa naturalmente no raciocínio do comprador. Já o que pede convencimento precisa disputar atenção com dúvidas que não se resolvem facilmente.

Onde nasce a necessidade de convencimento

A exigência de convencimento costuma surgir quando há desalinhamento entre o imóvel e o contexto do ciclo. Pode ser um preço sustentado por referências passadas, um uso pouco claro ou uma proposta que depende de ajustes futuros para funcionar plenamente. O comprador até reconhece potencial, mas não o suficiente para sustentar a decisão sem ressalvas.

Alex Nabuco dos Santos expõe que, nesses casos, a negociação deixa de ser técnica e passa a ser narrativa. O vendedor precisa explicar por que o imóvel é uma boa escolha, justificar diferenças e reduzir a percepção de risco. Esse esforço não significa rejeição imediata, mas aumenta a fricção. Quanto mais perguntas precisam ser respondidas, maior a chance de adiamento e maior o desgaste do processo decisório.

A lógica dos imóveis que pedem confirmação

Em contraste, imóveis que pedem confirmação partem de outra posição. Eles já fazem sentido dentro do cenário atual. O comprador reconhece o uso, entende a demanda e aceita o preço como compatível com o momento do mercado. A análise existe, mas funciona como validação, não como tentativa de convencimento.

Alex Nabuco dos Santos constata que esses ativos reduzem o desgaste emocional da decisão. O comprador não precisa se convencer de que está assumindo um risco excessivo, apenas confirmar que aquele imóvel cumpre o papel esperado dentro de sua estratégia patrimonial. A negociação flui porque a escolha se sustenta sem depender de explicações longas ou concessões constantes.

A negociação imobiliária e seus contrastes analisados por Alex Nabuco Dos Santos.
A negociação imobiliária e seus contrastes analisados por Alex Nabuco Dos Santos.

O tempo de negociação como sinal silencioso

A diferença entre convencimento e confirmação aparece de forma clara no tempo de exposição. Imóveis que solicitam convencimento acumulam visitas, retornos, contrapropostas e análises prolongadas. Já os que solicitam confirmação tendem a avançar com menos etapas intermediárias, mesmo em mercados mais seletivos.

Alex Nabuco dos Santos assinala que o tempo, nesse contexto, funciona como indicador silencioso de alinhamento. Quanto mais um imóvel permanece em discussão sem evoluir, maior a probabilidade de estar no grupo que exige convencimento excessivo. O mercado não rejeita de forma explícita, mas sinaliza pela demora que algo não fecha completamente.

Quando o convencimento se torna risco estratégico

Insistir em convencer o mercado pode se transformar em risco estratégico. Ajustes pontuais de discurso ou pequenas concessões de preço raramente resolvem problemas estruturais de posicionamento. Quando o imóvel depende constantemente de explicações, o comprador tende a interpretar isso como fragilidade, não como oportunidade.

Alex Nabuco dos Santos frisa que, nesse estágio, o desgaste se acumula. O ativo passa a carregar a imagem de “difícil”, mesmo que não seja inviável. A percepção se consolida e reduz a disposição de negociação, criando um ciclo de exposição prolongada difícil de reverter sem mudanças mais profundas.

Por fim, a diferença entre imóveis que solicitam convencimento e os que solicitam confirmação define quem avança primeiro no ciclo atual. O mercado de 2026 não recompensa esforço retórico, mas coerência silenciosa. Quando o ativo se explica por si, a decisão não precisa ser empurrada. Ela apenas acontece.

Autor: Vitor Rocha

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