Consumidor brasileiro muda de hábito em 2026 e obriga marcas a repensar estratégias

Diego Velázquez
3 Min de leitura
Consumidor brasileiro muda de hábito em 2026 e obriga marcas a repensar estratégias

O jeito de comprar do brasileiro está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda. Levantamentos recentes do setor de consumo mostram que 2026 marca uma virada estrutural: mais visitas às lojas, porém com menos itens no carrinho, maior exigência por transparência e uma busca crescente por produtos que entreguem bem-estar físico e mental.

Menos itens, mais frequência

Segundo dados da Worldpanel by Numerator, o volume do setor de bens de consumo deve ficar praticamente estável em 2026, com queda de 0,2%, mesmo com o aumento da renda disponível provocado pela nova tabela do Imposto de Renda, que isenta quem ganha até R$ 5 mil. Ao mesmo tempo, a frequência de visitas ao ponto de venda deve crescer 12,8%, enquanto o número de itens por compra deve cair 10,4%, segundo a pesquisa, disponível em mercadoeconsumo.com.br.

Essa mudança reflete um consumidor que compra com mais cautela e planejamento, priorizando o essencial a cada ida ao mercado em vez de estocar produtos.

Saúde mental entra na lista de compras

Outro ponto que chama atenção é o peso crescente do bem-estar emocional nas decisões de consumo. De acordo com a mesma pesquisa, licenças médicas por ansiedade e depressão cresceram 68% entre 2023 e 2025, o que tem levado o consumidor a valorizar produtos que ofereçam propósito e benefício real, não apenas função básica.

Esse movimento também aparece ligado ao uso de medicamentos para emagrecimento. O estudo aponta que, antes da popularização das chamadas canetas emagrecedoras, quem não usava esses produtos consumia 44% mais alimentos que os usuários; depois, essa diferença caiu para 20%, o que já altera o tamanho médio das porções vendidas no varejo.

Sustentabilidade vira exigência, não diferencial

Para o Sebrae-SP, a autenticidade também ganhou força entre os critérios de decisão de compra. O consultor de negócios Alexandre Giraldi listou tendências que devem orientar pequenas empresas neste ano, destacando que os consumidores desejam cada vez mais transparência e propósito, buscando empresas que valorizem o diálogo humano e a empatia, conforme publicado na Agência Sebrae de Notícias.

Além disso, o consumidor de 2026 tende a valorizar mais experiências do que acúmulo de produtos, um movimento que já reorganiza catálogos e estratégias de comunicação em diferentes setores.

O que isso muda para os negócios

Para empresas de todos os portes, o recado é direto: quem conseguir traduzir esses sinais de comportamento em decisões concretas de portfólio, comunicação e atendimento sai na frente. A tendência aponta para marcas mais transparentes, com propostas de valor claras e capazes de acompanhar um consumidor que decide com mais informação e menos impulso.

Fontes consultadas:
mercadoeconsumo.com.br | superhiper.com.br | sp.agenciasebrae.com.br

Compartilhe esse artigo